Pressão da senadora Daniella Ribeiro surte efeito e Lula desiste de extinguir a Funasa

Os esforços dos congressistas do partido PSD resultaram no governo Lula abandonar os planos de extinguir a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e nomear Francisco Américo Neves de Oliveira como novo chefe da organização. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União na segunda-feira (20 de março) pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa.

Francisco Américo já foi diretor-geral do Departamento de Trânsito da Bahia (Detran) e diretor da Empresa Gráfica da Bahia (EGBA), estatal baiana, na gestão de Rui Costa. Agora, ele coordenará a Funasa, que possui 26 superintendências, uma em cada estado brasileiro.

O anúncio sobre o fim da Funasa foi feito no início de janeiro, por meio de uma medida provisória. As atribuições do órgão foram transferidas para os ministérios da Saúde e das Cidades. Após a decisão, houve pressão do Centrão no Congresso Nacional contra a extinção da pasta.

Na semana passada, a senadora Daniella Ribeiro (presidente estadual do PSD-PB) pediu diretamente ao presidente Lula a reversão da decisão de extinguir a Funasa.

Até o ano passado, a pasta era comandada por Virgínia Veloso, ex-prefeita de Pilar e mãe dela e do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP). Ainda não se sabe se Virgínia Veloso continuará no comando da Funasa na Paraíba.

Criada em 1991, a Funasa é responsável principalmente pela execução de obras de saneamento em municípios pequenos – os mais afetados com a sua extinção. Por isso, há interesse político em comandar a pasta.

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